21 de setembro: Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência


No dia 21 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, uma data que nos convida a refletir sobre inclusão, acessibilidade, respeito e igualdade de direitos.

Mais do que uma data comemorativa, este é um dia para lembrar que as pessoas com deficiência têm o direito de participar plenamente da sociedade, estudar, brincar, trabalhar, conviver, fazer amizades, praticar esportes, expressar sua fé e realizar seus sonhos.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi oficializado pela Lei nº 11.133, de 14 de julho de 2005. Porém, a data já era celebrada desde 1982, por iniciativa dos movimentos sociais de defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Quando falamos dessa data, não estamos falando apenas de "ajudar" alguém, mas em garantir direitos e eliminar as barreiras que impedem a participação de todas as pessoas.

O que significa inclusão?
Imagine uma criança que utiliza cadeira de rodas e chega a uma escola onde existem apenas escadas. O problema não está na criança. A barreira está no ambiente.

Imagine um adolescente surdo em uma atividade sem intérprete de Libras. Ou uma criança cega diante de um livro que não possui uma versão acessível.

São situações diferentes, mas que mostram a mesma realidade: muitas vezes, são as barreiras físicas, comunicacionais, sociais e culturais que dificultam a participação das pessoas com deficiência.

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) estabelece que a acessibilidade deve possibilitar que as pessoas utilizem espaços, transportes, informações, comunicações, tecnologias e serviços com segurança e autonomia. A lei também reconhece a educação como direito e determina a promoção de um sistema educacional inclusivo. Incluir, portanto, é transformar os espaços e as atitudes para que todos possam participar.

A escola tem um papel fundamental nessa transformação. A educação inclusiva não significa simplesmente colocar todos os estudantes no mesmo espaço. Significa garantir acesso, permanência, participação e aprendizagem, respeitando as características e necessidades de cada pessoa. A própria Lei Brasileira de Inclusão estabelece que o sistema educacional deve oferecer recursos de acessibilidade e eliminar barreiras que dificultem a participação dos estudantes.

No mundo, ainda existem muitos desafios. O UNICEF estima que existam aproximadamente 240 milhões de crianças com deficiência. Essas crianças estão entre as mais propensas a ficar fora da escola e enfrentam obstáculos como discriminação, estigma, falta de professores preparados, materiais inadequados e ambientes inacessíveis.

Segundo a PNAD Contínua 2022, o Brasil tinha aproximadamente 18,6 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais de idade, o equivalente a 8,9% dessa população. Entre as crianças de 2 a 9 anos, 4,1% foram identificadas como pessoas com deficiência. Esses números representam milhões de histórias, famílias, sonhos e talentos.


Inclusão também começa nas pequenas atitudes
A inclusão não depende apenas das leis ou das grandes políticas públicas, ela também começa no nosso cotidiano. Começa quando: brincamos com todos, sem deixar ninguém de lado; respeitamos diferentes formas de comunicação; não fazemos piadas ou comentários preconceituosos; perguntamos antes de ajudar e respeitamos a autonomia do outro; adaptamos uma brincadeira para que todos possam participar; valorizamos aquilo que cada pessoa consegue fazer; escutamos as pessoas com deficiência e reconhecemos seu protagonismo; percebemos as barreiras e pensamos em maneiras de eliminá-las. Inclusão não é fazer algo "por" alguém, é construir algo "com" todos.

Para a Infância e Adolescência Missionária, essa reflexão tem um significado muito especial. A IAM nos ensina que somos chamados a olhar para todas as crianças e adolescentes do mundo. E todas significa realmente todas. Ser missionário também é acolher, respeitar, escutar e construir espaços onde todos possam participar.

Quando uma criança com deficiência encontra amigos que brincam com ela, uma escola que garante sua aprendizagem, uma comunidade que respeita suas necessidades e uma Igreja que a reconhece como protagonista, estamos construindo um mundo mais parecido com aquilo que Deus deseja: um mundo onde ninguém seja excluído.

Que ninguém fique de fora. Que ninguém seja invisível. Que todos possam participar, sonhar e transformar o mundo!

De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos!

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