Quando uma criança reza por outra criança, o mundo fica mais unido


Você já imaginou que uma oração feita por uma criança no Brasil pode chegar até uma criança que vive do outro lado do mundo? Talvez nós nunca conheçamos seu nome, sua história ou o lugar onde ela mora. Mas, quando rezamos por ela, colocamos sua vida nas mãos de Deus e reconhecemos que, mesmo vivendo em lugares diferentes, fazemos parte de uma mesma família humana.

É essa uma das experiências mais bonitas da oração missionária. Rezar de forma missionária significa abrir o coração para além das nossas próprias necessidades e lembrar, diante de Deus, das crianças, adolescentes, famílias e comunidades que vivem em diferentes povos, culturas e continentes. É uma maneira simples, mas muito profunda, de participar da missão da Igreja.

Na Infância e Adolescência Missionária, aprendemos que crianças e adolescentes também são missionários. E a oração é uma das formas pelas quais podemos viver essa missão todos os dias. Quando fazemos uma oração por alguém que está doente, por uma criança que passa por dificuldades, por quem vive em situação de pobreza, por aqueles que precisam deixar suas casas, por missionários e missionárias ou simplesmente por uma criança que vive em outro país, nosso coração começa a perceber que o mundo é muito maior do que aquilo que vemos ao nosso redor.

Talvez alguém possa perguntar: “Mas como posso rezar por uma criança que nunca vi e que mora tão longe?” A resposta é simples: com o coração. Não precisamos conhecer todos os detalhes de sua vida para pedir a Deus que a proteja, que lhe dê esperança, saúde, alimento, educação, uma família que a acolha e pessoas que caminhem ao seu lado.

Quando rezamos por alguém que não conhecemos, estamos fazendo um gesto de fraternidade. Estamos dizendo, de alguma maneira: “Você é importante para mim. Mesmo estando longe, eu me lembro de você.”

A oração missionária também nos ajuda a combater a ideia de que somente aquilo que acontece perto de nós importa. Ela amplia nosso olhar e nos ensina a perceber as alegrias, os desafios e as necessidades de pessoas que vivem em outras realidades.

Por isso, rezar pelos outros também é aprender a respeitar diferentes povos e culturas. É descobrir que não precisamos ser iguais para caminharmos juntos. A diversidade não nos separa; pode ser uma oportunidade para conhecermos melhor a riqueza da humanidade.


O Terço Missionário
Uma maneira muito especial de viver a oração missionária é rezando o Terço Missionário. Enquanto rezamos cada dezena, somos convidados a colocar diante de Deus um dos cinco continentes. Assim, nossa oração percorre simbolicamente o mundo inteiro: África, América, Europa, Ásia e Oceania.

As cores missionárias nos ajudam a recordar essa dimensão universal: verde para a África, vermelho para a América, branco para a Europa, amarelo para a Ásia e azul para a Oceania.

É bonito pensar que, durante alguns minutos, podemos estar em nossa casa, na escola, na comunidade ou no encontro da IAM e, ao mesmo tempo, colocar em nossa oração crianças e adolescentes que vivem a milhares de quilômetros de distância.

E neste mês de outubro, quando a Igreja vive de maneira especial o Mês Missionário, temos uma oportunidade ainda maior para intensificar nossas orações pelas crianças e pelos povos do mundo inteiro.

Que tal assumir esse compromisso? Podemos rezar o Terço Missionário individualmente, com nossa família, junto ao grupo da IAM, na comunidade ou na paróquia. Podemos convidar outras crianças e adolescentes para rezar conosco e, a cada dezena, recordar um continente e suas crianças.


Uma oração simples pode abraçar o mundo
Às vezes, podemos pensar que somos pequenos demais para transformar alguma coisa. Mas a missão também acontece através de pequenos gestos. Uma criança que reza por outra criança está aprendendo a cuidar. Está aprendendo a se colocar no lugar do outro. Está aprendendo que ninguém deve ser esquecido.

Por isso, neste outubro, podemos fazer da oração um verdadeiro gesto missionário. Quando fecharmos os olhos para rezar, podemos imaginar o mundo inteiro diante de nós: crianças brincando, estudando, sonhando, celebrando, enfrentando dificuldades e procurando um futuro melhor.

Podemos então dizer: “Jesus, abençoa todas as crianças do mundo. Cuida daquelas que estão sofrendo, protege as que estão em perigo, fortalece suas famílias e comunidades e ajuda-nos a construir um mundo mais unido, fraterno e cheio de esperança. Que nenhuma criança se sinta esquecida. Amém.”

De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos!

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