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Por um Brasil sem abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes


Nesta sexta-feira, 18, o Brasil recorda o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Para celebrar a data haverá várias ações com objetivo de alertar a sociedade para a proteção contra a violência sexual. Ainda há dados negativos sobre a quantidade de crianças e adolescentes que foram vítimas de abuso ou exploração sexual. Em Porto Velho (RO) o número de vítimas de exploração sexual aumentou 18% e de estupros, 208% entre 2007 e 2010.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulga hoje o mapeamento de pontos vulneráveis de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. O levantamento, segundo a Secretaria de Direitos Humanos, é uma ferramenta estratégica para a gestão de políticas públicas de enfrentamento dessa grave violação dos direitos da infância e adolescência no Brasil.

Um documento sobre os impactos das grandes obras na exploração sexual de menores, tema da campanha deste ano, será entregue a representantes da Frente Parlamentar Mista da Criança e do Adolescente.

Ainda não há ações concretas para evitar essas violações, mas existem algumas organizações da sociedade civil que estão se empenhando para minimizar os impactos das grandes obras na vida de crianças e adolescentes. De acordo com a socióloga e consultora da Agência Nacional dos Direitos da Infância (Andi), Graça Gadelha, a situação no Norte e no Nordeste é mais complicada.

O secretário nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM) padre André Luiz de Negreiros, pede que, para o dia de hoje, como compromisso missionário, as crianças e adolescentes rezem uma Ave Maria por estas crianças e adolescentes que sofrem.

A data
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído por lei federal, em alusão a 18 de maio de 1973, quando a menina Araceli, 8 anos, foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens da classe média alta de Vitória (ES). Apesar de sua natureza hedionda, o crime prescreveu e os assassinos ficaram impunes. 

FONTE: POM - www.pom.org.br

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