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Evangelizar requer atenção à formação integral da criança


Educadores leigos e religiosos estão reunidos em Brasília, no Centro Cultural Missionário (CCM), na 2ª Semana de Formação Missionária para Educadores, que ocorre de 27 a 31 de julho. São 24 representantes de escolas de orientação católica e do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), além de agentes de pastoral, enviados de 10 estados do Brasil.

A semana de formação é promovida pela secretaria nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM), pelo CCM e pela Província Marista Centro-Norte. O principal propósito, segundo o secretário nacional, padre André Luiz de Negreiros é o de criar unidade. “Chegamos a 14 congregações religiosas, com experiência da Infância Missionária em suas escolas e agora, o desafio é manter a metodologia do carisma”.

Trabalhar a dimensão missionária, estimular o protagonismo da criança, buscar caminhos para educar em meio às diferenças, trabalhando à mundialidade e à interculturalidade, estão entre os objetivos.

Formação integral
Na escola Marista de Vila Velha (ES) são mantidos nove grupos de Infância Missionária, que se reúnem toda semana, no ambiente escolar e têm a adesão das famílias. A professora Márcia Bernardo Lobo, orientadora educacional há mais de 30 anos na Rede Marista de Educação, acompanha esses grupos, que são apoiados pela ação pastoral na escola. Márcia, uma das assessoras do curso, chamou atenção para a formação integral da criança.

Temos aqui uma diversidade grande de pessoas que estão em paróquias, escolas e outras instituições. Além, das dinâmicas e oficinas, trabalhamos algumas questões para refletir a postura do educador/evangelizador, tendo como enfoque principal a formação integral do jovem e da criança. Buscamos enfatizar a formação espiritual, emocional, social, além da formação acadêmica. Tivemos vários momentos de estudo sobre o protagonismo infantil, revendo quais espaços estamos dando aos alunos para a escuta, para formar uma postura crítica, um ser mais questionador, um ser mais atuante”, pontua Márcia.

Pais são aliados
Como trabalhar com grupos de IAM em meio à diversidade religiosa presente no ambiente escolar? De acordo com a professora Márcia, embora a frequência aos grupos de IAM seja facultativa, assim como no ensino religioso, no atual contexto são as famílias que têm recorrido à escola, em busca de apoio para formação moral e ética dos filhos.

Nós educadores temos estratégicas e dinâmicas que ajudam a criança a absorver esses valores. Eu vejo cada vez mais esta cumplicidade entre educador/evangelizador, família e escola, visando o desenvolvimento da criança, com formação para a cidadania, com valores e princípios bem estruturados, tudo isso associado os projetos pedagógicos. É possível conciliar sim, a IAM na escola, na medida em que se coloca para a família, o que a criança recebe. A família traz a criança e participa. Mas depende muito da equipe, por isso, é importante formar as pessoas que estão trabalhando diretamente com as crianças’’.

Nos grupos de IAM, as crianças cultivam valores fundamentais da dignidade humana e da convivência fraterna, como gestos de partilha, de amizade, a dimensão da coletividade e do grupo, o protagonismo da criança e o despertar para as diferentes realidades e diferenças.

Programação
A 2ª Semana de Formação Missionária para Educadores, apresenta outros temas fundamentais para os educadores de escolas católicas, como “Educação à mundialidade e à interculturalidade”, com o teólogo Mémore Restori e a “Teologia missionária da criança. A criança como sujeito de encontro com Deus e de evangelização”, com a professora Karen Wondraceque.

O evento encerra no dia 31, às 12 horas, abordando “Os elementos para um planejamento das atividades da IAM nas escolas”, com participação das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e da província Marista Brasil Centro-Norte.


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