5 de setembro: Dia da Amazônia


Você já imaginou uma floresta tão grande que atravessa vários países, abriga milhares de espécies de animais e plantas e é também a casa de muitos povos e comunidades? Essa é a Amazônia! 
No dia 5 de setembro, celebramos o Dia da Amazônia, uma data que nos convida a conhecer, valorizar e cuidar desse lugar tão importante para o Brasil e para o mundo.

O Dia da Amazônia foi instituído oficialmente no Brasil pela Lei Federal nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007, que determinou o dia 5 de setembro como a data nacional de celebração. A escolha do dia está relacionada a um acontecimento histórico: em 5 de setembro de 1850, o imperador Dom Pedro II criou a Província do Amazonas, atual Estado do Amazonas.

Mas essa data não é apenas uma comemoração. É uma oportunidade para olhar para a Amazônia, conhecer seus desafios e assumir o compromisso de cuidar da Casa Comum.

Uma floresta cheia de vida
A Amazônia é muito mais do que árvores. O bioma amazônico ocupa cerca de 49% do território brasileiro e se estende também por outros países da América do Sul. É uma região de enorme biodiversidade, com milhares de espécies de plantas, mamíferos e aves, além de uma das maiores bacias hidrográficas do planeta.

E não podemos esquecer dos rios, igarapés, lagos, várzeas e igapós, que fazem parte dos diferentes ambientes amazônicos e são fundamentais para a biodiversidade e para a vida das populações que vivem na região. Por isso, quando cuidamos da Amazônia, estamos cuidando também da água, do clima, dos animais, das plantas e das pessoas.

A Amazônia também é feita de pessoas
Existe outro aspecto muito importante: a Amazônia é uma casa habitada. Nela vivem povos indígenas, ribeirinhos, comunidades tradicionais, agricultores, pescadores e muitas outras pessoas que possuem histórias, conhecimentos e modos de vida profundamente ligados à floresta e aos rios.

Os povos indígenas possuem conhecimentos ancestrais e práticas tradicionais que contribuem para a conservação do ambiente. A Funai destaca justamente o papel dessas comunidades na proteção do bioma e de seus territórios.

Por isso, cuidar da Amazônia também significa respeitar seus povos, suas culturas, seus territórios e seus conhecimentos.


E o que a Amazônia tem a ver com nossa missão?
Para a Infância e Adolescência Missionária, falar da Amazônia é falar de missão, cuidado e solidariedade. A missão não acontece somente em lugares distantes. Ser missionário é aprender a olhar para a realidade, perceber aquilo que precisa de cuidado e perguntar: “O que eu posso fazer para ajudar?”

A Igreja no Brasil tem refletido há muitos anos sobre a Amazônia, especialmente sobre a defesa da vida, o respeito aos povos originários e o cuidado com a Casa Comum. A CNBB destaca que a missão da Igreja na região envolve uma espiritualidade de cuidado, diálogo com os povos e compromisso com a ecologia integral.

Essa preocupação também está profundamente relacionada à Laudato Si', do Papa Francisco, que nos recorda que a criação é nossa Casa Comum e que cuidar da natureza está ligado ao cuidado com as pessoas, especialmente aquelas que vivem em situações de maior vulnerabilidade. A missão começa quando percebemos que o cuidado com o mundo é responsabilidade de todos nós.

A Amazônia nos ensina que tudo está conectado: a árvore precisa da água, a água sustenta a floresta, a floresta abriga os animais, os rios sustentam comunidades, os povos guardam conhecimentos e todos nós dependemos de um planeta saudável. Por isso, neste Dia da Amazônia, a Garotada Missionária é convidada a fazer uma oração especial:

“Deus da vida, ajude-nos a cuidar da Amazônia, dos seus rios, das suas florestas, dos seus animais e, principalmente, de todos os povos que nela vivem. Que possamos aprender com aqueles que cuidam da Casa Comum e transformar nossas pequenas atitudes em grandes gestos de amor. Amém!”

A Amazônia é nossa Casa Comum. Cuidar dela é cuidar da vida! E você, pequeno missionário? Que atitude você pode começar hoje para cuidar da Casa Comum? Conte para sua família, para seus amigos e para o seu grupo da IAM. Afinal, quando pequenos missionários se unem, pequenos gestos podem transformar o mundo!



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