Com o lema “Criança Evangelizando Criança”, a iniciativa busca mostrar que a missão da Igreja também passa pelos pequenos. Desde cedo, crianças e adolescentes são convidados a descobrir que podem ser protagonistas na evangelização, levando aos colegas, às famílias e à própria comunidade valores como a solidariedade, a fraternidade e o amor ao próximo.
Mais do que aprender sobre a missão, os participantes são incentivados a vivê-la. A proposta da IAM parte de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, profunda: crianças ajudando crianças, crianças evangelizando crianças e adolescentes descobrindo, desde cedo, que também têm um papel na construção de uma Igreja mais missionária.
Na Diocese de São João del Rei, a IAM chegou no ano 2000, na Paróquia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, por iniciativa do padre José Raimundo da Costa, juntamente com leigos. Desde então, o trabalho tem contribuído para a formação missionária de crianças e adolescentes, ajudando-os a compreender que a evangelização também pode começar com gestos simples, dentro da própria comunidade.
Atualmente vigário das duas paróquias de Barroso, padre José Raimundo continua acompanhando e incentivando o protagonismo infantojuvenil e a dimensão missionária da Igreja. Segundo o sacerdote, a IAM oferece às crianças um espaço para crescer integralmente, fortalecendo não apenas a fé, mas também os vínculos comunitários e humanos.
Para o padre, o encontro realizado em Barroso também representa uma oportunidade de ampliar a participação dos pequenos na vida da comunidade. “Aqui em Barroso já tem um grupo e hoje fazemos essa atividade, agrupando novos integrantes e se tornando missionários também aqui, na própria comunidade.”
Uma missão que acompanha por toda a vida
A tarde também ganhou um significado especial com a presença de Lucas Silveira e Larissa Resende, que conheceram a IAM ainda crianças e, posteriormente, seguiram sua caminhada na Juventude Missionária. Hoje adultos, os dois retornaram para partilhar suas experiências e mostrar aos novos integrantes que as sementes plantadas durante a infância podem acompanhar uma pessoa por toda a vida.
A trajetória de Larissa é um exemplo dessa continuidade. Ela entrou na IAM aos seis anos e, aos 30, reconhece no grupo uma parte importante de sua formação pessoal. “Entrei na Infância e Adolescência Missionária com 6 anos, hoje estou com 30. Foi nesse grupo que cresci, me descobri profissionalmente e construí amizades que levo para toda a vida”, conta.
O testemunho dos antigos participantes ajudou a aproximar passado e presente, mostrando às crianças que a experiência missionária não termina com a infância. Pelo contrário, pode se transformar em um caminho permanente de serviço, amizade, amadurecimento e participação na comunidade.
Pequenos missionários, grandes sonhos
Entre brincadeiras, momentos de oração, formação e confraternização, o encontro em Barroso deixou uma mensagem que ultrapassa os limites daquela tarde: não existe idade mínima para começar a fazer o bem e anunciar o Evangelho. Ao reunir crianças e adolescentes em torno da missão, a IAM ajuda a formar novas gerações conscientes de que cada gesto de solidariedade pode transformar uma realidade.
São pequenos missionários que aprendem, desde cedo, a olhar para o outro, perceber suas necessidades e compreender que a fé também se expressa no cuidado e na partilha.
FONTE: Diocese de São João del Rei
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
0 Comentários