Peça: O Bom Samaritano no Posto de Saúde


Personagens: Narrador, 1 morador de rua, 1 médico, 1 atendente, 1 idoso e várias pessoas doentes na fila do posto de saúde.

Roteiro
Narrador – A vida de um morador de rua não é nada fácil, principalmente quando ele fica doente. Conheça agora a história de "Fulano", um jovem rapaz que não tinha onde morar e dependia da caridade dos outros para sobreviver. (Neste momento, o morador de rua entra todo sujo e com roupas rasgadas, e caminha entre as pessoas, pedindo ajuda) 

Narrador – Um dia, fulano (o morador de rua) ficou muito doente e, como vivia sozinho, resolveu dormir na porta do posto de saúde pra tentar marcar uma consulta. (O morador de rua se aproxima do posto de saúde e se deita sobre um papelão)

Narrador – Aos poucos, outras pessoas foram chegando para marcar consulta também. (As personagens vão se aproximando aos poucos) 

Pessoa na fila 1 – Isso é um absurdo! A gente precisa dormir nesse lugar pra conseguir marcar uma consulta! Você vai marcar consulta pra quem? (Conversa com outra pessoa que está na fila também) 

Pessoa na fila 2 – Eu? Pra ninguém! Como eu não tinha nada pra fazer em casa, vim dormir aqui pra ganhar um trocadinho. Quem quiser um bom lugar na fila, eu vendo o meu. (Enquanto eles conversam, outras pessoas vão chegando e ficando na fila) 

Pessoa na fila 3 – Por favor, você pode guardar meu lugar? Eu vou bem ali e já volto. (Essa pessoa sai e só aparece pela manhã. Enquanto isso, as pessoas que estão na fila continuam conversando espontaneamente)

Pessoa na fila 1 – É um absurdo deixarem esse rapaz dormindo aqui. Já não tem nenhum vigia, às vezes é um ladrão e ninguém sabe...

Pessoa na fila 2 – Ele que não “se meta a besta” de mexer comigo, porque eu chamo é o ronda pra ele.

Pessoa na fila 4 – O ronda? Coitado! Quando o ronda chegar, ele já tá rondando longe com seu dinheiro.

Pessoa na fila 5 – Dinheiro? E quem já viu pobre na fila do posto ter algum dinheiro? (Quando amanhece, chega uma senhora e fica no final da fila. Enquanto isso, a pessoa que quer vender o seu lugar, passa oferecendo a sua vaga por R$ 10,00) 

Narrador – Amanhece o dia e todos continuam a espera de uma consulta, sem saber se vai ter médico para atendê-los. (Um dos médicos chega para o seu plantão e tropeça no rapaz deitado bem na porta do posto) 

Médico – Ah meu Deus, não é possível uma coisa dessa! Essa hora da manhã já tem esse povo todo aqui. Ei rapaz, sai da frente que eu quero passar. Eu já não agüento mais, dois meses com o salário atrasado e tenho que atender essa gentinha. É por isso que eu só gosto de atender no meu consultório... (Depois do médico, chega a pessoa que pediu pro outro guardar seu lugar e, em seguida, chega a atendente) 

Atendente – Eu vou logo avisando que hoje só tem 3 fichas pro Clínico Geral. (Nesse momento, uma pessoa se oferece pra comprar o lugar da pessoa que estava vendendo) 

Pessoa na fila 5 – Senhor eu compro seu lugar. Tá aqui os R$ 10,00. Dez não meu filho, agora é R$ 20,00. Era R$ 10,00 na promoção, agora é R$ 20,00 na precisão. (Enquanto isso, os outros começam a discutir na fila. A pessoa que estava guardando o lugar não quer deixar mais ninguém entrar na sua frente, etc. A atendente começa então a organizar a fila) 

Atendente – Quem é o primeiro?

(O morador de rua então se levanta e diz:) 
Morador de rua – Sou eu senhora!

Atendente – Cadê sua identidade?

Morador de rua – Tenho não senhora.

Atendente – Então você não pode se consultar. Vá tirar sua identidade e depois volte. Quem é o próximo? Esse povo pensa que aqui é a casa da mãe Joana, que qualquer um chega e é atendido. E vamos colocar ordem nessa fila aí, que eu tô vendo uma velha lá atrás e ela tem que ser a primeira da fila.

(Enquanto a idosa se aproxima, os outros começam a reclamar:)
­– Essa velha chegou agora de manhã e vai marcar primeiro por quê? Ela não é mais bonita que a gente!

Atendente – Oh povo complicado! Vocês não sabem que “os velhos” tem prioridade?

(Quando a idosa chega ao início da fila e vê O morador de rua muito doente, ela diz:)
Idosa – Mais esse rapaz precisa mais de ajuda do que eu! Eu quero dar meu lugar pra ele.

Atendente – Acontece que ele não tem documento e eu não posso fazer a ficha dele. E a senhora já demorou demais, perdeu o seu lugar na fila. Próximo!

(A senhora, inconformada com a situação, se aproxima do rapaz)
Idosa – Venha meu filho, eu vou levar você pra minha casa e vou cuidar de você. 

Enquanto a idosa sai com o rapaz, cantamos o hino da Campanha da Fraternidade. 


Reflexão
 A cena que acabamos de ver é comum onde você mora? Alguém já passou por isso? Apenas os médicos tem o dever de cuidar dos doentes? Como devemos agir diante de alguém que precisa de ajuda? Devemos agir como estas pessoas na fila, como o médico, a atendente ou como esta senhora? O que nós podemos fazer para cuidar melhor da nossa saúde e da saúde dos outros?

Após a reflexão, fazemos a entrada do cartaz da Campanha da Fraternidade e explicamos o cartaz. 

FONTE: http://www.jardimdaboanova.com.br

Comentários