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Perfil da Criança Missionária



O fato de ser cristão significa um chamado a reproduzir no próprio ser a imagem de Cristo com o que se identifica todo o que é batizado. O cristão é outro Cristo, foi chamado a participar de seu ser e sua missão. É algo que não depende de nossas forças nem de nossas qualidades, mas é algo gratuito, fruto do amor de Deus. “Não fostes vós que me escolhestes – disse Jesus – fui eu que vos escolhi e os envio para irdes e produzirdes muito fruto e que vosso fruto permaneça” (Jo 15,16).

Como conseqüência disto, a criança missionária está chamada:
- ser irmã e servidora de todos, especialmente das crianças e dos mais necessitados;
- conhecer, amar e anunciar a Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por todos;
- rezar pelas crianças do mundo inteiro, para que todos conheçam Jesus e sua Mãe Santíssima, a Virgem Maria;
- Valorizar o que tem, viver agradecido a Deus e aos demais;
- Estar aberto a dar, a compartilhar e receber com todos;
- Ter atitudes de alegria no serviço e na solidariedade universal;
- Ser generoso e disposto ao sacrifício;
- Ter criatividade e boa organização em seu apostolado;
- Viver com sentido comunitário e eclesial.

Uma criança apóstola de Cristo: Porque entende que sua vida cristã é um seguimento de Jesus Cristo, seu Mestre, o imita até produzir em si mesmo os traços de Seu Senhor (virtudes e sinais do Reino de Deus).

Uma criança encarnada: Valoriza sua própria realidade social e sabe respeitar os costumes dos outros. E na ação apostólica não se impõe à força, mas mediante o amor e o serviço (cf. Cristo e a samaritana, Jô 4,5ss).

Uma criança com mentalidade universal: Em uma Igreja aberta a todos os homens, raças e culturas, a criança coordenadora de grupo supera qualquer barreira de discriminação de raça, cor, cultura condição social, língua. Seu coração abarca a todos porque escuta seu Mestre que disse “ide e fazei discípulos meus todos os povos” (cf. Mt 28,19).

Uma criança sensível à presença de Deus: Capaz de sentir a presença de Deus em sua própria vida, em sua realidade, na Igreja, nos Sacramentos. E sobretudo, à maneira de Cristo, uma criança que se relaciona com Deus em atitude filial, com seu Pai e criador. É capaz, portanto, de oração profunda e a superficialidade (cf. Lc 18,1-8).

Uma criança pronta a responder ao chamado de Deus: Sabe que o Senhor também chama hoje, da mesma maneira como chamou aos profetas, aos apóstolos. Suas vidas e seus atos são um esforço permanente de resposta aos chamados de Deus.

Uma criança ansiosa de salvar o mundo: Como aconteceu com Santa Terezinha do Menino Jesus, sente o desejo de responder ao grito de Cristo na cruz; “tenho sede” e se propõe, com seu compromisso apostólico e oração, a saciar esta sede e remediar a situação de tantos, próximos ou distantes, que têm necessidades espirituais e materiais (cf. Jo 10,16).

Uma criança construtora de fraternidade: Faz realidade em sua vida e em seus atos o mistério do amor de Deus. Em um mundo egoísta, dividido e em guerra, é a construtora da fraternidade, começando pela sua própria família e pelo grupo da IAM e desejosa que muitas crianças vivam a fraternidade que se vive na Igreja e em seus grupos.

Uma criança veraz: Seguidor de Cristo que se apresenta como a Verdade, a criança missionária está disposta a dar a vida pela verdade e é inimiga da falsidade, da mentira e do engano (cf. Jo 18,37ss).

Uma criança que conhece e ama a Santíssima Virgem: Por meio da Virgem Maria, nós cristãos chegamos a Jesus. Ela é a nossa Mãe na ordem da fé, nossa protetora e a Estrela da Evangelização.

Pe. André Luiz de Negreiros - Secretário Nacional da Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária

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