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#CAM4Comla9: Continente americano deve contribuir mais com a missão universal da Igreja


A sessão inaugural do 4º Congresso Americano Missionário (CAM 4 - Comla 9), na manhã desta quarta-feira, 27, no Palácio de Eventos, em Maracaibo (Venezuela) deu o tom daquilo que serão as principais reflexões. Após momento de oração centrada na devoção mariana em suas várias expressões entre povos e culturas do Continente, o arcebispo de Maracaibo e presidente do CAM 4 - Comla 9, dom Ubaldo Santana Sequera destacou o empenho da Venezuela na preparação e organização do evento.

“Quisemos nos colocar no caminho percorrido pelos congressos missionários celebrados em distintos países de América desde que se iniciaram no México (1977). Recebemos este Congresso como um dom precioso do Senhor, como fruto do Ano da Fé que acaba de concluir: América Missionária, partilha tua fé”.

Sublinhou ainda o fato de que, “nos últimos 50 anos, a missão tem passado da periferia ao coração da pastoral e espiritualidade eclesial. Podemos falar de uma progressiva conversão missionária”. Recordou que, as cinco Conferências do Episcopado Latino-americano e Caribenho, os congressos Missionários Latino-americanos (Comla) e americanos e os documentos da Igreja sobre a Missão, contribuíram para esse crescimento. “Vimos aqui na esperança de seguir avançando através da reflexão teológica, da celebração da fé e da vivência da comunhão fraterna entre discípulos missionários em um mundo secularizado e pluricultural”, reforçou o bispo.

Mensagem do papa
O diretor das Pontifícias Obras Missionária (POM) da Venezuela, padre Andrea Bignotti, leu a mensagem enviada pelo papa Francisco aos participantes do Congresso. “América missionária, partilha tua fé. Este é o lema com que se convocou este Congresso Missionário e que expressa de uma maneira escrita o desejo e o convite a dar um novo impulso à Missão Continental promovida em Aparecida, com a qual a Igreja na América Latina e no Caribe deseja fazer chegar o anúncio do Evangelho a todos os povos”, afirma um trecho da mensagem e complementa: “deixa-me que eu lhes diga: América missionária, partilhe sua fé”.

No texto, o papa transmite ânimo e convoca. “Quero animá-los a sair para anunciar a todos o Cristo, caminho, verdade e vida. Não existe o discipulado missionário estático. O discípulo de Cristo precisa viver um constante dinamismo: para Cristo e para os irmãos. Não pode estar centrado em si mesmo, seu centro é o Senhor, que o convoca e envia às periferias existenciais”. Na carta o papa retoma ainda, as reflexões que fez na JMJ Rio 2013. “A missão é paradigmática. Nada nem ninguém na Igreja pode ficar alheio à missão. ‘A Igreja inteira é missionária’ (AD 35)”. Por maior que sejam as dificuldades e limitações, de acordo com o papa, não existem desculpas “diante da maravilha, graça e urgência de contribuir com nossa vida na evangelização”. Por fim, a mensagem lembrou a necessidade de avançar pelo mesmo caminho de Cristo: “o caminho da pobreza, da obediência, do serviço aos outros e da entrega de si mesmo até encher o mundo de esperança”.

A missão universal da Igreja
Na sua intervenção, o cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação Para a Evangelização dos Povos e enviado do papa Francisco ao Congresso, insistiu numa maior participação do Continente americano na missão universal da Igreja. “A Igreja precisa do vosso entusiasmo, criatividade e alegria. Não somente da América Latina, mas toda a América”. Em seguida recordar os discursos do papa Francisco em sua visita ao Brasil, onde insiste na importância da missão não somente para dentro, mas além-fronteiras em outros continentes.

Estou convencido que este Congresso representa para as igrejas na América uma grande paixão pela Missão universal ... que a missio ad gentes e de maneira particular, aquela ad extra é também o meio mais eficaz para voltar a dar vitalidade e entusiasmo às nossas comunidades. Efetivamente esta missão coserva ainda uma força agregadora e propulsora”.

Ao falar das dificuldades enfrentadas pelo Continente, o cardeal lembrou a declaração de Puebla “de dar da sua própria pobreza e desde a alegria de sua fé”. Reconheceu que em alguns países, o compromisso com a missão além-fronteiras cresceu de modo significativo. Contudo, “a Igreja no Continente no seu conjunto está ainda longe de cumprir o sonho de João Paulo II que a queria como uma grande força missionária para o mundo”, avaliou.

Veja mais informações sobre o congresso, no site das Pontifícias Obras Missionárias (POM): www.pom.org.brPara acompanhar ao vivo, clique aqui.

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