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#GotasMissionárias: Vamos parar com isso?!


Há muito tempo existiu uma cidade de nome Espanta, na Grécia antiga. Nesta cidade as crianças recebiam uma educação através de professores especializados e longe dos cuidados dos pais, com o objetivo de torná-los bravos guerreiros do Exército desde os sete anos. Por mais que pareça tão longínquo esse fato, ainda é muito comum em alguns países nos dias de hoje, a utilização de crianças em frentes de batalha.

Ao contrário da tradição cultural que existia em Espanta, o recrutamento destes pequeninos ocorre na maioria das vezes de forma forçada. A estimativa do UNICEF (Fundo das Nações Unidas pana a Infância) é de que existam 300 mil crianças a partir dos sete anos envolvidas em conflitos armados. Deste total, cerca de 30% são meninas. Geralmente as crianças são usadas como espias, mensageiras, escudos humanos para desarmarem minas terrestres e  escravas sexuais dos grupos amados.

No ano de 2002, por meio de uma resolução foi instituído pela Organização das Nações Unidas - ONU o dia 12 de fevereiro, como dia de combate ao uso de crianças-soldado. São estes os países com maior número de casos de crianças "recrutadas" para atuar em guerras e portar armas: Afeganistão, Birmânia, Burundi, Chade, República Centro Africana, Colômbia, República Democrática do Congo, Filipinas, índia, Iraque, Nepal, Tailândia, Somália, Sudão, Sri Lanka, Uganda e ainda os territórios palestinos ocupados. Alguns destes países assinaram em 2007 um acordo intitulado "Documento de Paris", onde se comprometiam a combater a impunidade de autores de recrutamento ou utilização ilegal de menores, mas pouco ou quase nada se alterou diante desse problema.

Podemos até imaginar, "ah, que alívio no Brasil não tem dessas coisas!" Será que não?! As nossas crianças e adolescentes estão sendo "fisgadas" pela guerra do tráfico de drogas, uma violência tão grave quanto as demais guerras enfrentadas por outros pequeninos. Jesus nos pede que cuidemos das nossas crianças e adolescentes porque são importantes e revelam a grandeza do amor do Pai, renovando a vida. Foi assim para um grupo de 85 crianças-soldado no Congo. Elas foram libertadas sob a mediação do UNICEF, simbolizando neste momento que esta situação poderá se reverter e a paz voltará a reinar.

Esperamos em Deus que notícias como estas se multipliquem a cada dia, reacendendo a esperança de um mundo sem guerras. Que a presença do Ressuscitado realimente a nossa fé e alegria de pertencer ao seu corpo (cf. 1 Cor 12, 26).

De todas as crianças do mundo, sempre amigos!

Roseane de Araújo Silva
Missionária leiga e pedagoga da Rede Público do Paraná.

FONTE: Revista Missões - Abril 2009

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