IAM deve despertar para o protagonismo missionário das crianças e adolescentes


"Cabe aos assessores e coordenadores de grupos favorecerem a comunicação da criança com a Igreja e com Deus”. A afirmação é do secretário nacional Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM), padre André Luiz de Negreiros ao assessorar formação na arquidiocese de Goiânia.

O encontro, realizada no dia 2 de abril, teve como objetivo explicar os métodos e a linguagem a serem utilizados nos grupos de IAM. De acordo com padre André, os dois são importantes porque se complementam. “Para falar de criança, Igreja e missão”, explica ele, “os encontros e a caminhada da IAM precisam ser elaborados com esforço, dedicação, método e linguagem próprios com a participação das crianças e adolescentes e não somente para elas”.

Padre André afirma também que a missão da IAM é despertar em seus membros o espírito solidário e para isso as crianças precisam ser protagonistas da missão. “Chega de fazermos das crianças e adolescentes meros enfeites das paróquias. Elas podem e devem assumir papéis nas comunidades”, alerta. O assessor comenta que infelizmente, na maioria das comunidades as crianças são barradas pelos próprios membros de pastorais. “Fazem como os discípulos quando tentaram repreender as crianças que se aproximavam de Jesus, que disse: deixai vir a mim as criancinhas” (Mt 19, 13-14). Padre André lembrou que na prelazia de São Félix do Araguaia (MT) as crianças participam das assembleias de pastoral.


Um aspecto importante também a ser observado pelos assessores e coordenadores da Obra missionária, conforme o padre, é o fenômeno da “adultização” de crianças e adolescentes. “Influenciadas pelos meios de comunicação, comportamentos e o consumismo, muitas crianças se tornam adultas antes do tempo e assim perdem toda a inocência. Sobre isso precisamos estar muito atentos”. Ele sublinha que as parcerias da IAM com entidades que trabalham com crianças e adolescentes, de modo especial os conselhos tutelares, podem ajudar muito no sentido de descobrir crianças em vulnerabilidade social que merecem a atenção da Igreja. “A nossa missão só é cumprida quando vamos ao encontro dos pequeninos que sofrem”, conclui padre André.

Sandra Regina Oliveira Ferreira, da paróquia Santa Genoveva, em Goiânia, começou neste ano na assessoria de um grupo da IAM com pouco mais de 50 crianças e adolescentes. Ela destaca a importância da formação para o seu trabalho. “As explicações do padre André foram muito importantes para eu entender qual é a missão da IAM nas comunidades. Como estou começando agora o trabalho com a Obra, uma formação como essa nos orienta como encontrar os caminhos para as crianças serem protagonistas da missão”.

Assessoria de comunicação da Arquidiocese de Goiânia.

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