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Semana de Formação reflete sobre a Infância e a Adolescência Missionária nas escolas


“A Infância e a Adolescência Missionária nas escolas” é o tema da Semana de Formação Missionária para educadores e educadoras promovida pelo Centro Cultural Missionário (CCM), as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), na sede do CCM, em Brasília (DF).

Esta formação vem de encontro a necessidade de aprimorar os conhecimentos dos educadores e das educadoras que acompanham os grupos de Infância e Adolescência Missionária (IAM) que vêm surgindo nas escolas católicas, assim como de um aprofundamento da identidade e da proposta missionária da IAM para melhor integrá-la no projeto pedagógico das escolas, e na própria formação de seus agentes.

Padre André Luiz de Negreiros, secretário nacional da IAM, explicou que esta é a terceira edição da Semana de Formação e a expectativa é criar um documento que dê indicativos para a implantação da IAM nas escolas. “Até o início desta semana eu consegui identificar 39 congregações que já têm Infância Missionária, mas cada uma trabalha de uma forma. A ideia é que todos possam ter uma mesma linha de trabalho. Falta um documento norteador para isso”.

Participam desta Semana de Formação 24 pessoas, entre educadoras e educadores, coordenadores de pastoral nas escolas, leigos e religiosos.

Padre Genilson da Silva, da diocese de Nazaré (PE), é assessor diocesano da IAM e veio a Brasília buscar mais conhecimentos sobre a Obra. “Como assessor da IAM não tive nenhuma formação preparatória. Participar desta Semana é uma motivação pessoal, mas também estou aqui para buscar informações para incrementar essa dinâmica nas escolas. Nós temos umas 7 ou 8 escolas católicas na diocese, mas que ainda não trabalham com a dinâmica da IAM”.

Sandra Zambom é assessora da IAM em Porto Alegre (RS) e quer ampliar seus conhecimentos sobre a Obra nesta formação. “Eu sempre busco ampliar, agregar, trocar. Isso é muito importante para mim, porque preciso ter um olhar geral para trabalhar lá no interior, implantando novos grupos da IAM, fomentando essa Obras nas comunidades”.

Sandra também trabalha junto ao Conselho Missionário Regional (Comire) Sul 3 da CNBB, onde estão aprimorando a animação missionária na primeira infância. “Configuramos uma equipe de trabalho e vamos lá no interior fazer as capacitações, as formações, ter novos grupos e novos assessores que possam trabalhar com os pequenos. No Regional Sul 3 são 18 dioceses, nosso papel é animar e dinamizar a missão em todo regional. Por isso começamos fazer uma contagem de quantas escolas católicas trabalham com a IAM, assim poderemos articular melhor nosso trabalho”.

Durante a Semana de Formação, que acontece até o dia 29, os educadores participam de palestras, atividades em grupos e dinâmicas.

Padre Wladimir Porreca, doutor em psicologia e serviço social, abordou o tema “Novas Infâncias, desafios e possibilidades na infância e na adolescência”. O professor da Universidade de Brasília destacou que os educadores devem ter um olhar cuidadoso com a criança e com o adolescente. “É importante entender o que significa infância e adolescência, a partir de um contexto onde se insere a criança e o adolescente, bem como a própria realidade cultural na qual eles estão. Com o cuidado de não ter um olhar como adulto”.

O sacerdote continua: “A partir desse olhar deve haver todo um direcionamento positivo, salientar, formar, desenvolver os aspectos de habilidades, de recursos, de aptidões, dessa criança e desse adolescente. Não podemos ficar preocupados com aquilo que eles não atingem para o mundo adulto, mas sim, valorizar aquilo que o adolescente tem em si como adolescente, como criança”.

O psicólogo salientou que a IAM é um grande aliado nesse trabalho. “Eu vejo a IAM como uma criatividade da Igreja em responder a uma situação da infância e da adolescência no tempo contemporâneo, no agora. Ela tem muito recurso para isso. A IAM envolve, ela cria unidade, pluralidade. De certa forma nós saímos um pouco de uma situação de evangelização tradicional com criança e adolescente, que hoje já está ultrapassada, para uma perspectiva diferenciada, e voltada para um apelo que é próprio da Igreja, que é a missão”.

A IAM cria na criança a expectativa de ser criança ali, com seu cofrinho, com sua maneira de ser, com a sua participação. Ela favorece que o batizado entenda que, sem ser missionário ele não consegue ser batizado”, finalizou padre Wladimir.

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