Jovens Missionários da Consolata realizam encontro em Tapiratiba (SP)


Os Jovens Missionários da Consolata, do Grupo Alfa, da cidade de Tapiratiba (SP), realizaram neste domingo, 28, um encontro de formação e animação que contou com a participação de cerca de 50 adolescentes e jovens. Para assessorar o encontro, o grupo contou com a presença do seminarista da Consolata, o jovem Geoffrey Boriga; do casal Kelly Ribeiro e Rodrigo Piatezzi, membros da coordenação diocesana da Infância e Adolescência Missionária (IAM) na Diocese de São Miguel Paulista; e da assessora dos Jovens Missionários da Consolata da Comunidade de Nossa Senhora Aparecida, da Paróquia São Marcos, da Arquidiocese de São Paulo, Raquel Marina, que foram até a cidade especialmente para o encontro.

Para trabalhar o tema central 'A formação do jovem missionário', os assessores apresentaram o processo de formação do discípulo missionário, sugerido pelo Documento de Aparecida. Segundo Rodrigo Piatezzi, "a missão, normalmente, é entendida como um processo de saída, para ir ao encontro das pessoas, para anunciar, contudo, antes disso, é um movimento para dentro, de experiência pessoal com Jesus Cristo. Os bispos da América Latina nos apontam cinco aspectos na formação dos discípulos missionários: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão e, por fim, a missão".

Ilustrando esses aspectos, os participantes fizeram um estudo da narração dos Discípulos de Emaús (Lucas 24, 13-35). "Por conta da tristeza pela morte de Jesus, os discípulos não o reconheceram pelo caminho até Emaús. Quando percebem que seu amigo Jesus havia ressuscitado, comentam entre si 'Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?'. Neste mesmo momento, esquecem o medo, o cansaço da caminhada, e imediatamente retornam para comunicar aos outros discípulos que Jesus está vivo. Os discípulos tem o contato com Jesus, ouvem seus ensinamentos, partilham seus sentimentos e o pão e, só depois, revigorados, partem em missão. Ou seja, para ser missionário, é preciso antes conhecer e amar Jesus e só depois, com o coração ardente dessa experiência, sair para anunciá-Lo.", partilhou o assessor.

No período da tarde, os jovens conheceram algumas necessidades missionárias da cidade e nos cinco continentes. Momento marcante desta partilha foi a experiência do lava-pés. Cada jovem teve seu pé lavado e foi convidado a lavar o pé da pessoa que estava ao seu lado, como sinal de disponibilidade à missão.

O encontro encerrou com o testemunho do seminarista Geoffrey Boriga. O jovem, de 27 anos, é do Quênia e está no Brasil desde 08 de fevereiro de 2012. Aos jovens, partilhou um pouco da sua experiência vocacional e da cultura de seu país. "Sempre tive admiração pelo meu pároco, mas foi trocando cartas com um Missionário da Consolata, que havia enviado algumas revistas para o colégio onde estudava, que comecei a pensar em ser um missionário, mesmo sem saber direito o que isto significava. Sou de uma família de sete filhos e no começo foi difícil para meus pais, irmãos e amigos entenderem minha vocação. Eu mesmo não esperava que um dia estivesse aqui na América.", expressou Geoffrey.

Questionado sobre se um dia pensou em desistir da vocação religiosa, o jovem prontamente respondeu: "Diante das dificuldades, do cansaço, da saudade da família, às vezes me pergunto porque estou fazendo tudo isso... Mas a vocação não é algo mágico, deve ser cultivada diariamente, através do encontro com o Senhor na oração, na vida comunitária e na Eucaristia, assim nos tornamos missionários."

A coordenadora do Grupo Alfa, Gislene Noronha, avaliou o encontro de forma positiva. Segundo a jovem "cada momento de formação é uma nova experiência para o grupo e a formação deste domingo vai nos ajudar a caminhar pensando mais na dimensão missionária. Como foi apresentado, o missionário não pode ser egoísta, pensar somente em si, mas, começando com aqueles que estão próximos alagar horizontes e, com orações e gestos, abraçar o mundo inteiro.", destacou.

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