“Queridos irmãos e irmãs! Na solenidade da Epifania, que é o Dia da Infância Missionária, quero saudar e agradecer a todas as crianças e adolescentes que, em tantas partes do mundo, rezam pelos missionários e se empenham em ajudar os seus coetâneos mais necessitados. Obrigado, queridos amigos!”
Com essas palavras, o Papa recorda que a missão começa desde cedo, quando as crianças aprendem a rezar, partilhar e cuidar umas das outras, tornando-se verdadeiras protagonistas da evangelização.
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O Angelus e o chamado à esperança e à partilha
Antes da oração do Angelus, o Papa refletiu sobre o significado da Epifania, lembrando que esta solenidade nos fala de manifestação, luz e esperança, mesmo em tempos difíceis. Ele destacou que Deus se revelou plenamente em Jesus e que essa revelação nos garante que não estamos sozinhos nas tribulações da vida.
Inspirando-se na atitude dos Reis Magos, que partiram do Oriente, arriscaram-se no caminho e ofereceram seus dons ao Menino Jesus, o Papa explicou que a fé nos convida a sair de nós mesmos, a doar o que somos e o que temos. Assim como os Magos, somos chamados a reconhecer em Jesus a verdadeira humanidade, aberta à comunhão e à paz.
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O Santo Padre ressaltou ainda que o Jubileu nos convoca a uma “justiça fundada na gratuidade”, que nos leva a reorganizar a convivência, redistribuir os bens e colocar nossos dons a serviço do Reino de Deus. Não se trata apenas de dar coisas, mas de oferecer a própria vida, com generosidade e confiança.
Ao concluir, o Papa recordou que a esperança cristã não é algo distante da realidade, mas nasce do céu para transformar a história aqui na terra. Ele convidou todos a serem “tecelões de esperança”, promovendo a fraternidade, a equidade e a paz, para que o Reino de Deus cresça no meio de nós.
“Nos presentes dos Magos vemos, então, o que cada um de nós pode pôr em comum, o que já não pode guardar para si, mas partilhar, para que Jesus cresça no meio de nós. Que o seu Reino cresça, que as suas palavras se realizem em nós, que os estrangeiros e os adversários se tornem irmãos e irmãs, que em vez das desigualdades haja equidade, que em vez da indústria da guerra se afirme o artesanato da paz. Como tecelões de esperança, caminhemos rumo ao futuro por outro caminho”.
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