18 de maio de 2013

170 Anos: A origem da Infância e Adolescência Missionária


A Infância e Adolescência Missionária (IAM) foi criada há quase dois séculos e possui hoje cerca de três mil projetos envolvendo crianças e adolescentes em 130 países. Fundada pelo bispo francês dom Carlos Forbin-Janson, em 19 de maio de 1843 na cidade de Nancy, França, a IAM nasceu do olhar sensível do bispo para com as crianças chinesas da época, que viviam em situação de miséria e sofrimento.

Dom Carlos propôs à Paulina Jaricot, responsável pelo início da Obra da Propagação da Fé, a ideia de incentivar as crianças da França a ajudarem outras crianças, recitando uma Ave-Maria por dia e doando um dinheiro por mês, para auxiliar crianças necessitadas. Era a primeira vez na história que a Igreja confiava às crianças um papel missionário específico: salvar crianças inocentes, para fazer delas pequenos discípulos missionários.

Embora tenha nascido para recorrer a triste situação das crianças chinesas, a iniciativa logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro por meio do resgate, do batismo, do sustento e da educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo. Dom Carlos tinha em mente visitar outros países da Europa, pregando essa nova cruzada de batismo a outros países da Europa. Ao morrer, em 11 de julho de 1844, sua obra estava estabelecida em 65 dioceses.

A chegada da IAM no Brasil
A IAM chegou ao Brasil pela primeira vez em 1848. Após mais de um século adormecida, começou a ser resgatada em 1955, porém, sem grande repercussão no meio católico. O retorno de suas atividades concretizou-se nos anos 1990, quando a Obra celebrou os 160 anos de fundação no mundo. Nesse ano ela se espalhou por todos os cantos do país.

A importância da IAM numa paróquia
Podem participar da Obra crianças que já ingressaram na escola e em faze de alfabetização. De forma dialogada com o pároco e coordenação paroquial de catequese a IAM pode ser conjugada como um trabalho que suscita o despertar da consciência missionária. Atualmente, no Brasil, existem cerca de 30 mil grupos envolvendo mais de 600 mil crianças e adolescentes.

Os desafios atuais
O mundo globalizado que coloca nas mãos de uma criança celulares e aparelhos modernos, o uso precoce da internet com as redes sociais e a prática do consumismo ensinada pelos meios de comunicação social, hoje são os principais desafios encontrados pelas pessoas que trabalham com a IAM nas comunidades e escolas.

Novas perspectivas: o Ano da IAM no Brasil
Neste ano de 2013 a obra da IAM completa 170 anos de fundação no mundo e no Brasil celebraremos pela primeira vez a experiência da Jornada Nacional da IAM (último domingo de maio) abrindo o Ano da IAM no Brasil que será encerrado em maio de 2014 com a realização do 1º Congresso Continental para assessores da IAM em Aparecida (SP). Para a celebração da Jornada Nacional seguem algumas orientações:

- Consagração – adquirir os lenços com a borda vermelha, pois iremos fazer a nossa consagração ao continente americano. Não custa lembrar que o lenço deve ser colocado no pescoço e recebe o escudo da IAM como conjunto do mesmo.

- Coroação de Nossa Senhora – conversar com o pároco e equipe de liturgia pedindo permissão para que as crianças e adolescentes da IAM façam a coroação de Nossa Senhora. Se for possível, os anjos vistam as roupas nas cores dos continentes.

- Cofrinhos – fazer a entrega dos mesmos durante a celebração e no dia seguinte conferir com as crianças e adolescentes para depois enviar para o Secretariado Nacional que destinará aos países mais necessitados de acordo com a consagração feita neste mesmo dia. Por exemplo, neste ano enviaremos para os países do continente americano.

Aproveito para lembrar ainda que, com esta grande celebração definiremos o último domingo de maio como o Dia Nacional da IAM do Brasil. Este ano é especial para a IAM no Brasil e no mundo que celebra os 170 anos de fundação. A melhor forma de celebrarmos é nos unirmos ao sonho de seu fundador, dom Carlos Forbín-Janson: “que todos conheçam Jesus e que o amem como nós o amamos”. Para isso, é necessário rezar constantemente, sentir um grande amor pela Eucaristia e mostrar também nosso amor à Virgem Maria com o Terço Missionário. Consequentemente, virão os frutos de nossa oração como a generosidade, que pode ser concretizada em oferta material para crianças e adolescentes mais necessitados espiritual e materialmente.

Pe. André Luiz de Negreiros
Secretário nacional da Pontifícia Obra da IAM.

Nenhum comentário:

Postar um comentário