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Assembleia Nacional da IAM renova compromisso com a missão


Coordenadores estaduais da Infância e Adolescência Missionária (IAM) estiveram reunidos neste final de semana, dias 4 a 7, para a sua 19ª Assembleia Nacional e dar continuidade à missão. O Encontro na sede nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília (DF), contemplou momentos de formação, partilha de experiências, avaliação e planejamento das atividades para 2015.

Ponto alto na programação foi o estudo sobre a liturgia e o Ofício Divino das Comunidades com criança e adolescente, reflexão conduzida por Danilo Alves e Irmã Tatiana Maia, da Rede Celebra. Os momentos celebrativos foram enriquecidos por símbolos e hinos da espiritualidade libertadora.
 
Coordenada pelo padre André Luiz de Negreiros, secretário nacional da Obra e seguindo um planejamento anual, ao longo do ano, foram realizadas formações de lideranças, congressos e assembleias para assessores, crianças e adolescentes. O trabalho nos estados e dioceses é acompanhado por uma coordenação que além de zelar pelos grupos procura expandir o trabalho. “Avaliar, formar, informar e celebrar são passos que animam o percurso que deve ser renovado com novas pessoas. Ao mesmo tempo agradecemos aos antigos pelas conquistas alcançadas nos últimos anos”, afirma padre André.


O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner e dom Valdir Mamede, bispo auxiliar de Brasília, marcaram presença na Assembleia onde presidiram missas. Segundo dom Valdir, referencial para a missão no Regional Centro-Oeste, na evangelização é preciso zelar pela qualidade. “O anúncio precisa ser de qualidade. As outras propostas são inúmeras e, às vezes, falam mais alto do que o nosso anúncio, daí a pouca adesão das crianças e jovens. Temos de nos preocupar com aquilo que estamos fazendo e com o modo como estamos realizando. Precisa ser de qualidade”, afirma o bispo.

Além de uma visão geral do trabalho das Obras Pontifícias, comunicação missionária e orientações de como trabalhar com a IAM na Escola, houve uma avaliação do 1º Congresso Americano da IAM que, no mês de maio deste ano reuniu, em Aparecida (SP), representantes de 17 países. Para Maria do Socorro Rodrigues Chaves, coordenadora da IAM no Amapá, o Congresso Americano mostrou o rosto da IAM no continente e enriqueceu o trabalho. O evento “abriu para mim outro horizonte e no Amapá está conseguindo se desenvolver. Com a celebração dos 170 anos da Obra a ação do Espírito Santo mostra que ela é fabulosa”, relata.

Adenilza Rosário Cruz Serra, da equipe de coordenação da IAM na Bahia destaca que, “o Congresso possibilitou uma integração entre a IAM no Brasil e em outros países da América, uma troca de experiência que nos enriqueceu. Apesar de falar línguas diferentes a família é a mesma, a missão, os desafios e a alegria também é a mesma”. Adenilza participou pela primeira vez da Assembleia em Brasília e diz que encontrou “uma família missionária com uma forte integração e o sentimento de que devemos trabalhar muito ainda pela IAM”.

Na avaliação de Amaro Jorge da Silva, coordenador da IAM no estado do Alagoas, “a metodologia da Assembleia foi excelente e os assessores sobre liturgia com as crianças foram maravilhosos. Vamos levar essa experiência para as nossas dioceses onde desenvolveremos um trabalho com a catequese”. Ele explica que para a IAM crescer no estado precisa que os padres abram mais as portas para a Obra, além do investir em assessores jovens. “Temos trabalhado com as turmas de Crisma para formar a Juventude Missionária, mas a falta de comprometimento tem dificultado”.

Na missa do 2º Domingo do Advento, padre Sávio Corinaldese, SX, secretário da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo, destacou a necessidade de mais ações concretas na missão antes de celebrar. No ato penitencial recordou os milhares de refugiados que fazem a travessia perigosa da África para a Europa, onde apertados em pequenas embarcações mães têm seus bebes esmagados. “Estes pequeninos questionam a IAM: são vocês que nos vão ajudar ou temos de esperar outros?” Segundo padre Sávio, como no tempo do profeta Isaías, hoje também estamos em uma enorme confusão. “A Palavra de Deus é pregada em algumas regiões do mundo, mas em outras não é anunciada, 70% da humanidade não escuta a Palavra, não há ninguém que anuncie e os 30% que se consideram cristãos não estão muito preocupados. Para anunciar o amor de Deus ao mundo não basta fazer pregações, nem celebrações, precisamos fazer gestos. Nossas liturgias só têm sentido se precedidas de comportamentos. Jesus andava fazendo o bem e curando a todos. Ele sim podia fazer celebrações porque os cegos, o coxos, os surdos libertados diziam: ‘graças a Deus’! (Eucaristia)”, argumentou e questionou: “Onde nós passamos, deixamos as pessoas louvando e agradecendo a Deus? Esta é a verdadeira Eucaristia que precisamos oferecer”.

Padre Sávio Corinaldesi foi homenageado pelo seu aniversário e os 13 anos de serviço nas POM em Brasília onde suas reflexões são muito apreciadas.

Ao motivar a celebração de envio onde os 30 participantes renovaram o compromisso com a Obra, Arlane Markely, da IAM no Ceará, resumiu o sentimento geral de que na missão, todos são aprendizes. “Nós vamos para a missão como professores e voltamos como aluno, vamos para uma diocese como assessores e voltamos como semeadores”.
 

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