#GotasMissionárias: Chama que não se apaga


Antes de chegar ao Rio de Janeiro para a abertura dos Jogos Olímpicos, em agosto de 2016, tocha olímpica, será carregada por atletas, artistas e anônimos nos cinco continentes, com o objetivo de incentivar o espírito olímpico universal. Também a Infância e Adolescência Missionária (IAM), desde sua fundação, busca levar a chama do amor de Cristo às crianças do mundo inteiro, como uma tocha ardente, inspirada no Evangelho: "eu vim trazer fogo à terra" (Lc 12,49).

Fogo sagrado
O fogo, ao longo da história da humanidade, tornou-se um símbolo sagrado. A cidade de Atenas o adotou desde a primeira olimpíada. A tocha era acesa e assim permanecia durante a competição, num altar sagrado e em lugar de destaque. Todos podiam ver o símbolo da confraternização entre os atletas e o povo. Mais do que vencer, o importante era competir.

Na Sagrada Escritura, o fogo é apresentado como manifestação de Deus que purifica (Is 6,6; ICor 3,15; 1Pd 1,7), ou dá força missionária(At 2,3). Desse fogo brota o ardor e o testemunho missionário das crianças, que procuram ser luz no meio das trevas que geram morte prematura e exploram outras tantas crianças.

A tocha na mão das crianças
O evento da caminhada da tocha olímpica nos permite traçar um paralelo com a IAM. Faz parte da finalidade da IAM despertar e promover o espírito 'universal' das crianças e adolescentes, valorizando as suas qualidades, enquanto vão fazendo a experiência da chama do amor e da solidariedade. Por isso cantamos: "Vida abundante ao mundo ofereço, quero acender a chama do amor. A Boa Nova anunciaremos com nossa vida, em teu nome, Senhor".

O protagonismo das crianças
As diretrizes da IAM nos dizem que são as crianças as protagonistas da IM. O protagonismo não acontece quando não são elas que carregam a tocha que lhes pertence. Que pena! O espetáculo fica sem graça quando são os adultos que carregam a tocha da IAM nas mãos. É evidente que o adulto tem que estar junto, orientando, motivando e animando, mas quem deve aparecer e atuar são as crianças.

Como Jesus queria
Um dia os apóstolos quiseram impedir que as crianças se aproximassem de Jesus e Ele disse: "deixai as criancinhas virem a mim e não as impeçais" (Mc 10,13-16). A metodologia específica da IAM precisa se inspirar na atitude de Jesus. A IAM não funciona como um movimento, nem vem para substituir, mas enriquecer a catequese. É uma Obra com um carisma próprio. Cabe aos assessores e animadores promover o protagonismo das crianças.

Como Dom Carlos Forbin Janson queria
Ele indicou o caminho a ser seguido: "queremos, através das crianças, testemunhar e levar a chama do amor a toda humanidade, em especial às crianças que mais sofrem e ainda não sabem que Jesus é o Salvador". Há 173, a IAM pretende ser uma proposta de fogo, 'fogo que arrasa', para que não haja mais vítimas da fome e da desnutrição, da exploração e do abuso sexual. Segundo a UNICEF, na década de 90, 2 milhões de crianças foram mortas e 6 milhões gravemente feridas nos países em guerra. Queremos ver o fim da fome e da guerra. Queremos ver todas as crianças com a tocha do amor acesa iluminando o mundo, sonhando e cantando juntas.

De todas as crianças do mundo, sempre amigos!

Pe. Manuel Aparecido Monteiro (Néo)
Missionário da Consolata

FONTE: Revista Missões - Julho/Agosto 2004

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