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#GotasMissionárias: Um coração missionário não tem fronteiras!


A mitologia nos conta a história de um menino que vivia sozinho e, certa vez, ao se debruçar em um lago para matar a sede, viu sua imagem refletida na água e por ela se apaixonou (ele não conhecia espelho). Em outra ocasião, ele mergulhou nas águas profundas desse lago para encontrar o menino, que era ele mesmo. O seu nome era Narciso e essa história nos nossos dias se faz presente pela semelhança com os nossos relacionamentos. Como Narciso, nós procuramos estar com aqueles que se assemelham a nós, sem reparar que ficamos contemplando a nossa própria imagem no lago. Imitar o comportamento de Narciso reproduz o individualismo de nossa sociedade, onde vale mais quem consegue ser o primeiro ou aquele que derrubou o outro, não importando as formas que utilizou para esse fato.

A história do nosso tempo registra e registrou inúmeros casos de intolerância levados ao extremo, onde os seres humanos exterminaram outros seres humanos porque eram diferentes. Muitos povos possuem religiões diferentes, culturas diferentes e principalmente, origens diferentes. Vivemos em um mundo plural, com diversas culturas e modos de viver, sem esquecer jamais dos episódios tristes de nossa história, como por exemplo, recordamos no dia 23 de agosto, o Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Libertação.

Falando aos seus discípulos, Jesus contou a parábola do samaritano que socorreu o ferido na estrada, demonstrando de fato que o amor ao próximo e a defesa da vida ultrapassam as barreiras de classe social ou de raça (Lc 10, 25-37). Os samaritanos, na época de Jesus, eram considerados de raça impura porque descendiam da mistura com estrangeiros, além de não pertencerem ao judaísmo. Ao olharmos ao nosso redor, percebemos que não estamos sozinhos, nem devemos ficar contemplando a nossa imagem em um espelho. Somos um povo multirracial, mestiço, caboclo, do interior e do litoral, jovem, adulto, criança, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 26-27), com sonhos e esperança de construir um mundo possível para todos.

Na Infância e Adolescência Missionária (IAM)aprendemos a fortalecer o nosso coração de criança e adolescente, rompendo fronteiras no chamado à missão, nos comprometendo a não fazer distinção de pessoas, e como lembrou o poeta Zé Vicente, "festejando na união de uma nova humanidade [...] onde todos são iguais, ninguém é menor, nem mais, como nosso Deus criou".

De todas as crianças do mundo, sempre amigos!

Roseane de Araújo Silva
Missionária leiga e pedagoga da Rede Pública do Paraná.
FONTE: Revista Missões - Julho/Agosto 2010

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