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IAM - Uma Obra universal


“Todos nós cristãos, pela força do Batismo, somos membros da Igreja, corresponsáveis pela atividade missionária. A participação das comunidades e de cada fiel neste direito-dever é o que se chama cooperação missionária” (RMi 77). Ser cristão é ser necessariamente missionário, isto é, corresponsável na atividade evangelizadora. Ou seja, por vocação, todos nós cristãos devemos cooperar com a missão universal.

Tal cooperação enraíza-se e concretiza-se, antes de mais nada, no estar pessoalmente unido a Cristo. Poderemos dar bons frutos somente se estivermos unidos a Jesus, como o ramo à videira (cf. Jo 15, 5). A santidade de vida possibilita ao cristão ser fecundo na missão da Igreja. A participação na missão universal, portanto, não se reduz a algumas atividades isoladas, mas é sinal de maturidade da fé e de uma vida cristã que dá fruto (Cf. RMi 77).

A criança e o adolescente missionário aprendem de Jesus a serem bons discípulos. Passam então a viver como Ele, o enviado do Pai e o primeiro missionário, e fazem novos seguidores de Jesus, como Ele ordenou: “Ide, fazei discípulos!” Existem várias maneiras de cooperar com a missão universal. Cada uma delas com seu próprio significado.

A Cooperação Missionária deve ser, em primeiro lugar, espiritual, isto é, pela oração fervorosa e o oferecimento do sofrimento assumido em união com a Paixão de Cristo, com o testemunho de uma vida coerente com a fé que o Senhor nos manda transmitir (cf. RMi 78). É importante a cooperação dos enfermos e dos anciãos, a oração em família, o oferecimento de pequenas renúncias e a oração das crianças.

Outro modo importante é a cooperação econômica, necessária para a evangelização. Deus nos deu muitas riquezas (vida, bens, possibilidades, etc.) não só para nosso próprio bem, mas também em favor de nossos irmãos e irmãs. É a fé, a espiritualidade viva que nos fazem partilhar nosso pão com os outros. “Maior felicidade em dar que em receber” (At 20,35).

A universalidade da Missão é o seu fundamento e justificativa. Jesus aproximou-se de seus discípulos e falou: Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,19-20).

“Eis-me aqui, Senhor, estou disposto, envia-me” (Is 6,8). Esta é a resposta que pode dar cada uma das crianças, adolescentes e assessores: ser missionários o dia todo e todos os dias, “por toda a vida”.

Concretizando na IAM
Na fundação da Obra da Infância e Adolescência Missionária, em 1843, as crianças e adolescentes comprometeram-se a rezar “uma Ave Maria por dia, e oferecer uma moedinha por mês” para ajudar as crianças e adolescentes mais necessitados do mundo. Esse compromisso, assumido com tanta devoção e responsabilidade pelos pequenos grandes missionários, tem muito a nos ensinar. É um gesto mais profundo do que possa parecer em um primeiro olhar.

A espiritualidade dos cristãos é alimentada por uma vida de oração, que com tantas atividades acaba ficando em segundo ou terceiro planos. Para as crianças e adolescentes da IAM, a oração vai além das necessidades, mas também além de si ou de seu círculo de amigos e de familiares. O compromisso é com todas as crianças e adolescentes do mundo. Talvez para os adultos essa oração possa parecer utópica, mas para a criança e o adolescente as barreiras são mais flexíveis e a comunhão concretiza-se.

“Renunciar voluntariamente a alguma coisa”. Eis o significado de sacrificar no dicionário. Por isso, quando a IAM trabalha a dimensão do sacrifício que se expressa na doação de “uma moeda” por mês, esse gesto vai muito além do ato de doar dinheiro – que é importante e significativo. Trata-se de despertar nas crianças e adolescentes a dimensão do sacrifício e da opção que é realizada de maneira consciente. A renúncia sempre é exigente, mas quando é realizada de maneira consciente e por uma causa maior, adquire outro significado. É assim quando uma mãe renuncia a uma noite de sono para cuidar de seu filho doente; quando um irmão renuncia a um brinquedo que gosta para que seu irmão menor também possa brincar.

Por isso, a IAM propõe a experiência da renúncia e do sacrifício material em favor das crianças e adolescentes mais necessitados. Essa é uma experiencia que vai muito além do pedir uma moeda para os pais a fim de “cumprir o compromisso assumido no grupo”. Essa pedagogia faz com que a criança e o adolescente sintam-se diretamente responsáveis pela cooperação com as crianças e adolescentes de todo o mundo. Com isso podemos ultrapassar o pretexto facilmente utilizado para que continuemos em nosso pequeno mundo: “para que ajudar outro continente, se temos tantas necessidades em nossa realidade?”.

O lema que orienta e conduz a IAM é “Criança e adolescente ajudando e evangelizando criança e adolescente”. Desse modo, os protagonistas da obra são as próprias crianças e adolescente, e elas mostram que são capazes. Com sua simplicidade e criatividade, elas são portadoras do anúncio da Boa Notícia e o fazem de coração aberto ao mundo inteiro, sem fronteiras. Buscam a salvação de todas as pessoas, como o faz o amor universal de Jesus.

Dom Carlos de Forbin-Jansan fundou a IAM como uma obra universal. Esta se concretiza em cada grupo conforme a realidade local, com seus desafios e suas luzes. Cada grupo da IAM, nas diferentes partes do mundo, é uma pequena centelha de luz que ajuda a iluminar o mundo. Desejamos, de fato, que cada grupo viva com mais autenticidade o carisma e a metodologia da IAM, para que essa luz seja ainda mais fortalecida.

Irmã Patrícia Souza, 
Secretária nacional da IAM.

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