#GotasMissionárias: Por uma infância sem violência


No dia 20 deste mês celebramos Nossa Senhora Consolata, a mãe Consoladora de tantos fiéis há muitos séculos. No dia 4, porém, lembramos uma data triste para recordar: o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. Queremos lembrar nesta semana das crianças e adolescentes que sofrem diferentes tipos de agressão e falar de um tipo específico bem comum nos espaços escolares, mas nem por isso menos grave.

Você já ouviu falar do bullying? Talvez já tenha ouvido alguma coisa a respeito, seja na TV, rádio ou mesmo presenciado algo. Pois bem, o bullying é uma forma de violência feita por um grupo de alunos contra outro colega, caracterizada por agressões físicas, humilhações, acusações injustas, etc. As vítimas são aqueles colegas mais quietos, tímidos, que não reagem aos maus tratos dos demais.

Nesta fase da adolescência, é natural que desejemos ter um grupo que nos aceite e que esteja sempre junto; porém, algumas vezes pertencer a um grupo significa aceitar algumas regras, nem sempre tão legais. Por exemplo, formamos um grupo que "apavora" na rua ou na escola, querendo impor-se à força e muitas vezes agredindo outras crianças e adolescentes sem nenhum motivo aparente. Todos sabem que a agressão seja qual for, traz consequências a qualquer pessoa, imagine quando se tratar de agressão contra uma criança ou adolescente. Há ainda os casos de ciberbullying, onde são utilizadas as mensagens instantâneas ou sites de relacionamentos para ofender ou agredir moralmente outro colega.


A criança e o adolescente são "pessoas humanas em processo de desenvolvimento", de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, cabendo aos adultos próximos a proteção em quaisquer situações que ameacem sua integridade física. Não há problema algum no fato de formarem grupos, mas irá depender da finalidade do mesmo. Os grupos normalmente têm uma razão de existir. Os amigos de Jesus foram organizados por Ele em grupos menores para anunciarem a Boa Nova e realizarem pequenos gestos de que o Reino do Pai já começava a acontecer (Lc 10, 1-12), isso acontecia porque eles eram segui¬dores de Jesus, tinham confiança n'Ele e mantinham algumas regras de convivência, entre as quais a partilha e a solidariedade entre os membros.

Desde sua organização, a Infância e Adolescência Missionárias apresentam um programa baseado na oração, no sacrifício e em gestos concretos de solidariedade. Dessa maneira, os pequenos tornam-se evangelizadores de outras crianças com dedicação e generosidade. Aprendem ainda, a respeito das diferentes realidades vividas pelas crianças e adolescentes dos cinco continentes, rezando para que mais crianças tornem-se amigas de Jesus e aprendam também a partilhar. Que a Mãe Consolata nos ajude a crescer no serviço aos irmãos, amando-os sem medida. E você? Vai ficar aí só olhando? Junte-se a nós!

De todas as crianças do mundo, sempre amigas!

Roseane de Araújo Silva
Missionária leiga e pedagoga da Rede Pública do Paraná.

Sugestão para o grupo
- Acolhida (preparar o ambiente com fotografias de crianças, com os símbolos missionários, as cores dos continentes e a Bíblia).
- Motivação (objetivo): refletir com o grupo a importância do amor, como principal sentimento para o ser humano. Oração espontânea pelas crianças e adolescentes órfãos.
- Partilha dos compromissos semanais

- Leitura da Palavra de Deus (sugestões para os 4 encontros):
Realidade Missionária: Lucas 10, 1-16 - Jesus envia os discípulos a anunciar a Boa Notícia do Reino, organizando-os dois a dois e permitindo que comecem a realizar os atos que concretizem o Reino. Para os primeiros discípulos o caminho percorrido não foi tão fácil, porque nem todos aceitavam a Boa Nova do Reino do Pai. E para você? Como ocorreu o seu chamado a ser evangelizador de outras crianças?
Espiritualidade Missionária: Lucas 22, 39-46 - No encontro anterior, o Evangelho falou do envio dos 72 discípulos de Jesus que saíram para divulgar a Boa Nova. No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra que perseverar na oração auxilia em nossas decisões. Jesus precisou decidir entre fazer a vontade do Pai ou a sua própria vontade. Reencontrar-se com o Pai em oração, o fortaleceu a permanecer fiel ao seu compromisso até o fim. Rezemos uma Ave Maria pelas crianças que desistem do grupo da IAM, pedindo perseverança para todos nós.
Compromisso Missionário: Marcos 9, 30-37 - Os discípulos de Jesus demoram a entender as consequências que a ação de Jesus vai provocar, porque ainda imaginam uma sociedade com diferenças de grandeza. Jesus mostra que na nova sociedade o que vale é o serviço ao próximo, sem pretensões e interesses.
Vida de Grupo: João 15, 12-17 - Jesus fala que o fruto que a comunidade deve produzir é o amor e que a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos e nos convida a testemunhar o amor de Deus que quer dar a vida. Em nossa comunidade, vários grupos se destacam com o amor-doação aos irmãos, entre eles existe o trabalho dos Vicentinos junto aos idosos. Agendar uma visita ao trabalho do grupo, acompanhados pela explicação de um dos seus membros.

- Momento de agradecimento (fazer preces espontâneas a partir do tema e da reflexão do Evangelho).
- Canto e despedida.

FONTE Revista Missões - Junho 2010

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