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#GotasMissionárias: Criança no amor e na dor


Vivemos um momento bem especial, o momento da festa da colheita. Colher o que semeamos em nosso chão, solo sagrado, berço das nossas raízes. Celebrar os frutos, as novas cores que brotam do chão e com isso celebrar também a festa do nascimento. Um dos momentos mais empolgantes de uma casa é o momento de comemorar o nascimento de uma criança. O milagre da vida! É pensar no futuro, ter esperança de continuidade do ser humano. Menina ou menino, a alegria é quase sempre a mesma. É vida nova chegando!

Ao visitar uma maternidade na região metropolitana de Curitiba percebi um pouco este momento mágico. Mãe e criança cercada de carinho e atenção, porém, em meio a todo este acontecimento esconde-se ainda o pavoroso fato do tráfico infantil. Acontece com frequência junto a estes pequeninos recém-nascidos, a entrega ou venda aos criminosos pelas mãos dos próprios pais. Nascer para a vida e ter a vida tomada de assalto, desaparecendo sem deixar nenhuma pista. São muitas as crianças desaparecidas, vistas como mercadoria ou objetos, levadas de um lado para o outro. Falamos aqui deste antagonismo: a alegria do nascimento de uma criança e a tristeza pela entrega desta pequena vida ao desconhecido.

Tráfico de crianças
Além dos recém-nascidos, também as crianças maiores (principalmente as meninas) são levadas pelo tráfico para exploração sexual, o trabalho como domésticas, a mendicância, dentre outras atividades. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, em 2003 cerca de 1 milhão e 200 mil crianças foram vítimas do tráfico internacional. O tráfico de seres humanos é a terceira atividade ilegal que mais gera lucro no mundo, atrás somente do tráfico de armas e de drogas.

Recordo-me agora da oração de agradecimento de Ana a Javé (l Sm 2,1 -10) que lhe concede o filho Samuel, devolvendo-lhe a alegria e o entusiasmo pela vida. Com toda razão, o nascimento de uma criança traz muita alegria. Recordemos então, a situação das crianças chinesas no século XIX e a ação missionária de Dom Carlos Forbin Janson denunciando e clamando justiça àqueles pequeninos.

Na Infância Missionária somos chamados a agir do mesmo jeito: emprestando a nossa voz à todas as crianças desaparecidas, denunciando os maus-tratos a que são submetidas. Esse é o nosso "fazer missionário".

De todas as crianças do mundo, sempre amigos!

Roseane de Araújo Silvo
Missionária leiga e pedagoga da Rede Pública do Paraná

Sugestão para Grupo
- Acolhida.
- Motivação (objetivo): refletir com as crianças a realidade da agressão física contra crianças e adolescentes.
- Oração: rezemos por todas as crianças desaparecidas ou exploradas longe da sua família.
- Partilha dos compromissos semanais.
- Leitura da Palavra de Deus: Lucas 1, 39-45 e 57-58, João aponta o Messias.
- Compromissos missionários: no Evangelho de Lucas, recordamos a visita de Maria à sua prima Isabel prestes a dar à luz ao menino João Batista, que exulta de alegria com a sua presença. Vamos refletir juntos sobre as crianças privadas de sua alegria, as crianças vítimas do tráfico. Existe em nossa cidade, alguma instituição preocupada com as crianças desaparecidas? O que tem sido feito à respeito? A criança requer cuidados e atenção desde o ventre materno como parte integrante do seu desenvolvimento. Vamos pesquisar juntos?
- Momento de agradecimento a Deus Pai.
- Canto e despedida.

FONTE: Revista Missões - Jul / Ago 2006

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