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#GotasMissionárias: Brincadeira de criança


Brincar é um direito da criança, como apresentado na Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, denominada Estatuto da Criança e do Adolescente, que assim diz no capítulo II, art. 16°, inciso IV: "toda criança tem o direito de brincar, praticar esportes e divertir-se". Mas, mais do que um direito, o brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento da criança.

Através do brincar, ela pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação. Ao brincar, exploram e refletem sobre a realidade e a cultura na qual estão inseridas, interiorizando-as e, ao mesmo tempo, questionando as regras e papéis sociais. O brincar potencializa o desenvolvimento, já que assim aprende a conhecer, aprende a fazer, aprende a conviver e, sobretudo, aprende a ser. Para além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, o brincar proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção.

É na brincadeira que a criança consegue vencer seus limites e passa a vivenciar experiências que vão além de sua idade e realidade, fazendo com que ela desenvolva sua consciência. Dessa forma, é na brincadeira que se pode propor à criança desafios e questões que a façam refletir, propor soluções e resolver problemas. Brincando, elas podem desenvolver sua imaginação, além de criar e respeitar regras de organização e convivência, que serão, no futuro, utilizadas para a compreensão da realidade. A brincadeira permite também o desenvolvimento do autoconhecimento, elevando a autoestima, propiciando o desenvolvimento físico-motor, bem como o do raciocínio e o da inteligência.

Reaprender
Mas o brincar é aprendido. A criança precisa ter estímulo, tempo e espaço para brincar. É importante que a família e a escola proporcionem um ambiente rico para a brincadeira e estimulem a atividade lúdica nesses ambientes, fazendo com que elas explorem as diferentes linguagens que a brincadeira possibilita (musical, corporal, gestual, escrita), através de brincadeiras e brinquedos variados, sendo que esses últimos podem ser inclusive construídos com materiais alternativos.

Quando os pais brincam com os filhos, podem ensiná-los a perder medos e a lidar com frustrações. A aproximação dos pais com os filhos é fundamental para o futuro das crianças. É a melhor forma de ajudados a desafiar a vida e a vencer alguns obstáculos. Eles se sentem mais confiantes, pois têm a pessoa amada ao seu lado. Mas, as famílias modernas acabaram deixando a brincadeira de lado. Não há tempo. Geralmente, os pais saem de casa para o trabalho antes de seus filhos acorda reme quando voltam, eles já estão dormindo. Assim, para preencher o espaço deixado por eles, os DVDs, os jogos eletrônicos, até os cursos de idiomas e as práticas esportivas são usados para isso. Vamos procurar brincar novamente com nossas crianças?

De todas as crianças do mundo, sempre amigos.

Pe. André Luiz de Negreiros,
Secretário Nacional da IAM
FONTE: Revista Missões - Nov 2014

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