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#GotasMissionárias: Queremos um mundo de paz


Retomamos nossas Gotas de Formação da nossa Infância e Adolescência Missionária com a realidade das crianças que moram ou estão nas ruas. Segundo o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), há cerca de 100 milhões de crianças de rua no mundo, desse total 40% só na América Latina, 30% na Ásia, 10% na África. Em nosso país, o índice de crianças e adolescentes mendigando nas ruas é altíssimo.

Temos dois exemplos a apresentar: primeiro Belém, na Região Norte, e em seguida São Paulo, maior cidade do país. Na capital do Pará, urna pesquisa detectou 2.328 crianças e adolescentes de rua, dos quais 79% trabalhavam; 12,9% perambulavam e dormiam nas ruas; 2,6% esmolavam, 2,3% se prostituíam e outros 3,2% encontravam-se em outras situações, incluindo os drogados e alcoolizados.

Segundo um estudo recente realizado no ano de 2006, em São Paulo existiam em torno de mil crianças e adolescentes sobrevivendo nas ruas, não incluindo neste total as crianças que trabalham ou esmolam. Estima-se que 3 mil crianças e adolescentes vivem nas ruas paulistas. Eles passam um bom tempo cometendo pequenos delitos, utilizando drogas e pedindo esmolas. Esta pesquisa revelou ainda, que 90% destas crianças sabem quem são os seus pais e optam pela vida nas ruas.

Raquel chora por seus filhos!
Jesus criança, recém-nascido em Belém, ao receber a visita dos três Reis Magos incomoda profundamente Herodes, que decide "matar todos os meninos de Belém e do território ao redor, de dois anos para baixo (...). Ouviu-se um grito em Rama, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer eles não existem mais" (Mt 2,16-18). A criança em sua fragilidade é alvo fácil para malfeitores e aliciadores em nossas ruas. Sem defesa, ela é explorada pelos vários Herodes de hoje, no roubo e no tráfico, violando indiscriminadamente sua infância. Há muitas mães que choram a morte dos seus filhos: crianças que junto com seus pais migram por melhores condições de vida, em nosso país, na Europa, enfrentando até mesmo conflitos étnicos.

Assim como Raquel que chorou pelos seus filhos, a Infância e Adolescência Missionária é chamada também a gritar pelas crianças e adolescentes que sofrem e morrem a cada dia nas ruas brasileiras, da mesma maneira que diante do clamor das crianças chinesas, mobilizou toda a Europa para defendê-las. A paz que queremos começa com crianças e adolescentes vivendo com dignidade.

Pedimos a benção de Maria, mãe missionária e mãe de Deus que caminha conosco em busca de paz, lembrando o 10° Compromisso da Criança Missionária.

De todas as crianças do mundo, sempre amigas!

Roseane de Araújo Silva
Missionária leiga e pedagoga da Rede Pública do Paraná.

FONTE: Revista Missões - Jan/Fev 2006

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